sábado, 22 de setembro de 2012

JESUS CRISTO, A NOSSA PAZ!

Por Francimar Araujo


        "... e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz (Is 9.6). Jesus veio para nos trazer paz. Ele é o Príncipe da paz, e onde Ele reina há paz. Ele disse que seu reino não era deste mundo, pois seu reino é distinto do reino dos homens. Uma das ca...
racterísticas do seu reino é a paz. Ele trouxe a paz para os homens. Jesus nos proporciona pelos menos três tipos de paz:
       
        A primeira diz respeito a Deus. "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (Rm 5.1). A Bíblia diz que a raça humana encontrava-se em inimizade com seu criador, mas o Cristo de Deus veio para -restabelecer a paz entre o homem e Deus. Essa reconciliação do Homem com Deus foi proporcionada pelo sacrifício de Jesus na cruz. ” ... o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos sarados (Is 53.5). Para termos paz com Deus precisamos aceitar o sacrifício de Cristo em nosso favor.

                   Uma vez que temos paz com Deus, podemos desfrutar do segundo tipo de paz: A paz que devemos ter com a nossa consciência, a paz interior. "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize" (Jo 14.27). A obra de Jesus proporciona paz interior para o homem, pois o Espírito de Deus que passa a habitar em sua vida lhe transmite segurança, consolo e esperança. Os maiores anseios do homem, seus medos e todas as inseguranças são eliminados quando este desfruta da paz ofertada por Jesus.  

                   Quando recebemos e aceitamos a obra restauradora de Jesus também podemos alcançar o terceiro tipo de paz: A paz com o próximo. “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem" (Lc 2.14). O Reino de Cristo é um reino que restaura a paz entre os homens. Desde o início das civilizações que o homem vem trabalhando em busca da paz entre os povos, mas as tentativas da humanidade de estabelecer um governo pacífico entre as nações sempre foram frustradas. O homem rejeitou o governo de Paz ofertado por seu criador ao crucificar seu filho numa cruz. A nação de Israel e Pilatos preferiram o governo de Roma ao de Cristo. Mas sabemos que o objetivo de Cristo é reinar no coração do homem e fazer deste um agente do seu reino. Para que haja paz na família, Cristo precisa reinar nela. Para que haja paz entre os povos e organizações, Jesus precisa estar entronizado na vida daqueles que a compõem. Ele pode nos dar a verdadeira e completa paz.
 
 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

MISSÕES, UM INVESTIMENTO DE CONSEQUÊNCIAS ETERNAS

 Por Hernandes Dias Lopes       
 
 Jesus, o Filho de Deus, deixou a glória que tinha com o Pai, no céu, e veio ao mundo, encarnou-se e habitou entre nós. Veio como nosso representante e substituto. Veio para morrer em nosso lugar. Seu nascimento foi um milagre, sua vida foi um exemplo, sua morte foi um sacrifício vicário, sua ressurreição uma vitória retumbante. Jesus concluiu sua obra redentora e comissionou sua igreja a ir por todo o mundo, proclamando o evangelho a toda a criatura. Por essa razão, a obra missionária merece nossos melhores investimentos. Destacamos, aqui, dois investimentos que devemos fazer na obra missionária:

           Em primeiro lugar, o investimento de recursos financeiros. A Bíblia diz que aquele que ganha almas é sábio (Pv 11.30). Investir na obra missionária é fazer um investimento para a eternidade; é fazer um investimento de consequências eternas. Nada trouxemos para este mundo nem nada dele levaremos. Os recursos que Deus nos dá não são apenas para o nosso deleite. Devemos empregar, também, esses recursos para promover o reino de Deus, levando o evangelho até aos confins da terra. A contribuição cristã não é um peso, mas um privilégio; não é um fardo, mas uma graça. Deus nos dá a honra de sermos cooperadores com ele na implantação do seu reino. Não fazemos um favor para Deus contribuindo com sua obra; é Deus quem nos dá o favor imerecido de sermos seus parceiros. Estou convencido, portanto, de que a melhor dieta para uma igreja é a dieta missionária. Quando Oswald Smith chegou à Igreja do Povo, em Toronto, com vistas a assumir o pastorado daquela igreja, fez uma série de conferências de uma semana. Nos três primeiros dias pregou sobre missões. A liderança da igreja reuniu-se e disse ao pastor que a igreja estava com muitas dívidas e que aquele não era o momento oportuno de falar sobre missões. Smith continuou nessa mesma toada e no final da semana fez um grande levantamento de recursos para missões. O resultado é que aquela igreja, por longas décadas, jamais enfrentou crise financeira. Até hoje, ela investe mais de cinquenta por cento de seu orçamento em missões mundiais.

          Em segundo lugar, investimento de vida. A obra de Deus não é feita apenas com recursos financeiros, mas, sobretudo, com recursos humanos. Fazemos missões com as mãos dos que contribuem, com os joelhos dos que oram e com os pés dos que saem para levar as boas novas de salvação. Tanto os que ficam como os que vão são importantes nesse processo de proclamar o evangelho de Cristo às nações. Os missionários que vão aos campos e as igrejas enviadoras precisam estar aliançados. William Carey, o pai das missões modernas, disse que aqueles que seguram as cordas são tão importantes como aqueles que descem às profundezas para socorrer os aflitos. Os que guardam a bagagem e os que lutam no campo aberto recebem os mesmos despojos. Devemos fazer missões aqui, ali e além fronteiras concomitantemente. Devemos empregar o melhor dos nossos recursos, o melhor do nosso tempo e da nossa vida para que povos conheçam a Cristo e se alegrem em sua salvação.
 
          Alexandre Duff, missionário presbiteriano na Índia, retornou à Escócia, seu país de origem, depois de longos anos de trabalho. Seu propósito era desafiar os jovens presbiterianos a continuarem a obra missionária na Índia. Esse velho missionário, numa grande assembleia de jovens, desafiou-os a se levantarem para essa mais urgente tarefa. Nenhum jovem atendeu seu apelo. Sua tristeza foi tamanha, que ele desmaiou no púlpito. Os médicos levaram-no para uma sala anexa e massagearam-lhe o peito. Ao retornar à consciência, rogou-lhes que o levassem de volta ao púlpito, para concluir seu apelo. Eles disseram: “O senhor não pode”. Ele foi peremptório: “Eu preciso”. Dirigiu-se, então, aos moços nesses termos: “Jovens presbiterianos, se a rainha da Escócia vos convidasse para ir a qualquer lugar do mundo como embaixadores, iríeis com orgulho. O Rei dos reis vos convoca para ir à Índia e não quereis ir. Pois, irei eu, já velho e cansado. Não poderei fazer muita coisa, mas pelo menos morrerei às margens do Ganges e aquele povo saberá que alguém o amou e se dispôs a levar-lhe o evangelho”. Nesse instante, dezenas de jovens se levantaram e se colocaram nas mãos de Deus para a obra missionária!