quinta-feira, 27 de outubro de 2011

CONHEÇA SEUS ÍDOLOS

Por Mark Driscoll          

        Porque nós somos criados à imagem de Deus, todos estamos sempre, sem exceção, refletindo Deus ou um deus. Se não refletirmos nosso Criador para nossa restauração, então refletiremos a criação para a nossa ruína.

Você é o que você come

         Isso explica porque um dos temas recorrentes da Bíblia é que os ídolos são surdos, mudos e estúpidos, e, por isso, são idólatras  os que não escutam Deus, não falam com Deus ou não vêem Deus espiritualmente. Talvez o relato mais lendário de idolatria em toda a Escritura é a adoração ao bezerro de ouro, em Êxodo 32. Lá o povo de Israel é retratado com escárnio como rebanho rebelde porque adorou um bezerro e então se tornou como ele. Assim como uma vaca teimosa que reluta em ir na direção certa, o povo idólatra de Israel é “obstinado” (Êxodo 32.9; 33.3, 5; 34.9; Deuteronômio 9.6; 10.16; 31.27).

Buscamos a idolatria naturalmente

          A idolatria teve início com nosso primeiro pai, Adão. Porque Adão estava comprometido com algo além de Deus, ou seja, com ele mesmo, foi culpado de idolatria. Além disso, Adão coloca em movimento o curso da história em que a mais comum criatura idolatrada por nós somos nós mesmos; vivemos por nós mesmos e por nossa própria glória, o que é, na verdade, nossa vergonha, priorizada acima de Deus.
Nos Evangelhos, o ídolo que é reverenciado pelos Judeus e renunciado por Jesus é a religião. Embora não haja muitas referências explícitas à idolatria Judaica nos Evangelhos, G. K. Beale argumenta que é claro que a geração de judeus na época de Cristo foi no mínimo tão cheia de pecado quanto seus antepassados: “A nação judaica se orgulhava pelo fato de que eles não eram como as nações que se curvavam diante de imagens de pedra ou madeira. O que também é claro é que a maioria dos israelitas era no mínimo tão pecadora quanto seus antepassados, especialmente porque crucificaram o Filho de Deus (Mateus 23.29-38)”. Israel adorou mais a sua tradição morta do que o Deus vivo de acordo com sua Palavra viva. Se não refletirmos nosso Criador para nossa restauração, então refletiremos a criação para a nossa ruína.

Um prédio não deve ser seu ídolo

           Passando para o livro de Atos, Lucas apresenta o fato de que o templo, na verdade, tornou-se um ídolo para o Israel teocrático. Jesus expôs essa idolatria quando disse que ele destruiria o templo. Em vez de deixar Jesus destruir o templo, os líderes religiosos escolheram, ao contrário, destruir Jesus. Eles preferiram o templo como um lugar de reunião com Deus em detrimento do próprio Deus no meio deles. Conseqüentemente, Deus destruiu em 70 d.C.
Semelhantemente, em nossos dias, pessoas religiosas continuam em diversas idolatrias quando elevam sua denominação, igreja, liturgia, tradução da Bíblia, estilo de música do louvor, pastor, método teológico, autor favorito ou planejamento ministerial a um lugar onde Jesus é substituído e no qual sua fé repousa para mantê-las perto de Deus. Isso também explica porque qualquer mudança na tradição de uma pessoa religiosa é recebida com tanta hostilidade – pessoas tendem a se agarrar a seu ídolo; isso inclui as igrejas, que são adorados como algo tão sagrado como foi o templo.

Conheça seus ídolos

        Como os judeus nos dias de Jesus, os cristãos devem estar continuamente cientes de seus ídolos religiosos. Ídolos religiosos incluem verdades, dons e moralidade. Essas são coisas em que as pessoas confiam além de Jesus Cristo para obter salvação, não diferente dos judeus que acrescentaram a circuncisão ao evangelho e eram criticados por Paulo em Gálatas como hereges a pregar um falso evangelho.

        1 - Idolatria da Verdade é talvez a mais comum entre aqueles  que são mais comprometidos com transmissão da doutrina e estudo bíblico. Essas pessoas são inclinadas a pensar que são salvas por causa da exatidão de sua crença mais do que pelo simples fato de que Jesus morreu por elas. Pessoas religiosas que idolatram a verdade são frequentemente culpadas do mais alto sentimento de superioridade. Eles continuamente se divertem de forma sarcástica fazendo piadas com seus oponentes e encontram grande deleite na Internet, onde ser um blogueiro bem conhecido geralmente significa que você tem que ser um idólatra da verdade, que alimenta a idolatria de zombadores religiosos, para quem a ideologia tornou-se seu ídolo.

        2 - Idolatria dos Dons é talvez o mais comum entre aqueles mais cheios de dons e capacitados no serviço ministerial, que confundem dom espiritual com maturidade espiritual e fruto espiritual. Essas pessoas comumente pensam que eles são salvos por causa dos dons que eles possuem e que qualquer ministério que eles alcançaram – e consequentemente, sua fé – firma-se mais no fato de que Deus está usando-os do que no fato de que Jesus morreu por eles. Infelizmente, isso é comum entre os pregadores da Bíblia que fizeram de seus púlpitos um ídolo, para onde eles vão por identidade e alegria. Eles procuram a aprovação de seus ouvintes que os aplaudem e, eventualmente, o pastor cujo ídolo é a pregação torna-se o ídolo de sua congregação, cuja devoção a ele é como a um deus, e ele se torna praticamente sem pecados aos seus olhos.

         3 - Idolatria da Moralidade é talvez a mais comum entre as pessoas religiosas mais bem comportadas e decentes. Essas pessoas com freqüência pensam que são salvas porque vivem uma vida decentemente moral e boa, de devoção e obediência em vez de verem a si mesmos como pecadores por natureza, cujo pecado é sério o suficiente para requerer a morte expiatória de Jesus. Tais pessoas são como o irmão mais velho na história do filho pródigo – eles se sentem ofendidos quando a graça é dada a pecadores arrependidos porque não é merecida. Essa atitude em tais momentos revela a idolatria do desempenho pessoal; a sua irrevogável verdade reside no desempenho próprio e não em Jesus.

Idolatria leva ao pecado

         Um dos mais longos tratamentos de idolatria em todo o Novo Testamento é encontrado em 1 Coríntios 10, onde Paulo lista a idolatria como participação com demônios, que leva a todos os tipos de pecado,  incluindo glutonaria, alcoolismo, imoralidade sexual e murmuração. De fato, quanto mais nos comprometemos com nosso ídolo, mais nos tornamos um com ele e cada vez mais parecido com ele, para a nossa destruição. Além disso, como 1 Coríntios 10 deixa claro, nossa idolatria também desgasta nossas relações com os colegas cristãos, dá um falso testemunho aos não cristãos e faz que outros sejam tentados a se juntar a nós no pecado da idolatria. Consequentemente, idolatria prejudica todo tipo de relacionamento que nós temos e é um câncer mortal no corpo da igreja e na sociedade como um todo.

Confie no Criador, não na criação

          Beale conclui sua pesquisa bíblica no livro de Apocalipse observando que os idólatras são referidos como “habitantes da terra” (Apocalipse 8:13; 13:8; 14; 14:6-9; 17:2-8). De acordo com Beale, os “habitantes da terra” no Apocalipse não podem olhar para além desta terra por uma questão de segurança, o que significa que eles confiam em algum elemento da criação e não no Criador para seu bem-estar final. Assim, pessoas são chamas de “habitantes da terra” porque  isso expressa o objeto da confiança deles e talvez do seu próprio ser, na medida que eles se tornaram parte do sistema terreno em que encontram segurança – tornaram-se como ele. Porque eles se comprometeram com algum elemento da terra, eles se tornam terrenos e vêm a ser conhecidos como “habitantes da terra”.

Jesus não existe para nos ajudar a adorar ídolos

          Cristãos nunca devem esquecer que somos também inclinados aos mesmos tipos de idolatria que os “habitantes da terra”. Idolatria religiosa é frequentemente a mais perniciosa de todas. Idolatria religiosa usa Deus para saúde, bem-estar, sucesso e coisas do tipo; nessa grotesca inversão do evangelho, Deus é usado para nossa glória, como se não apenas nós devêssemos adorar a nós mesmos, mas Deus também deve ser nosso adorador. Esse tipo de pregação do falso evangelho é  evidente sempre que Jesus é apresentado como um meio pelo qual um idólatra pode alcançar seu ídolo. Exemplos incluem promessas de que Jesus o fará rico, feliz, muito bem casado, excelente pai e assim por diante, como se Jesus existisse para ajudar a adorarmos nossos ídolos.

Fonte: http://iprodigo.com/traducoes/conheca-seus-idolos.html

sábado, 22 de outubro de 2011

OS DEZ MANDAMENTOS DO NAMORO

Por Pr. Josué Gonçalves

          Namoro é uma fase muito bonita. É definida como o ato de galantear, cortejar, procurar inspirar amor a alguém. O namoro cristão, tenha a idade que tiver, deve ser uma convivência afetiva preliminar que amadurece e prepara o casal para o compromisso mais profundo. O contrário disso, longe dos princípios de Deus, pode resultar em uma experiência nociva e traumática. Observe alguns princípios que ajudam a manter o seu namoro dentro do ponto de vista de Deus.

1. Não namore por lazer: namoro não é passatempo e o cristão consciente deve encarar o namoro como uma etapa importante e básica para um relacionamento duradouro e feliz. Casamentos sólidos decorrem de namoros bem ajustados.

2. Não se prenda em um jugo desigual (II Co 6:14-18): iniciar um namoro com alguém que não tem temor a Deus e não é uma nova criatura pode resultar em um casamento equivocado. E atenção: mesmo pessoas que freqüentam igrejas evangélicas podem não ser verdadeiros convertidos ou não levarem o relacionamento com Deus a sério.

3. Imponha limites no relacionamento: o namoro moderno, segundo o ponto de vista dos incrédulos, está deformado e nele intimidade sexual ou práticas que levam a uma intimidade cada vez maior são normais, mas o namoro do cristão não deve ser assim, o que nos leva ao próximo mandamento.

4. Diga não ao sexo: Deus criou o sexo para ser praticado entre duas pessoas que se amam e têm entre si um compromisso permanente. É uma bênção para ser desfrutada plenamente dentro do casamento; fora dele é impureza.

5. Promova o diálogo e a comunicação: conversar é essencial, estabeleça uma comunicação constante, franca e direta e não evite conversar sobre qualquer assunto.

6. Cultive o romantismo: a convivência a dois deve ser marcada por gentileza, cordialidade e romantismo. Isso não é cafona, nem é coisa do passado e traz brilho ao relacionamento.

7. Mantenha a dignidade e o respeito: o namoro equilibrado tem um tratamento recíproco de dignidade, respeito e valorização. O respeito é imprescindível para um compromisso respeitoso e duradouro. Desrespeito é falta de amor.

8. Pratique a fidelidade: infidelidade no namoro leva à infidelidade no casamento. Fidelidade é elemento imprescindível em qualquer tipo de relacionamento coerente à vontade de Deus, que abomina a leviandade.

9. Assuma publicamente seu relacionamento: uma pessoa madura e coerente com a vontade de Deus não precisa e nem deve lutar contra seus sentimentos ou escondê-los.

10. Forme um triângulo amoroso: namoro realmente cristão só é bom a três: o casal e Deus. Ele deve ser o centro e o objetivo do namoro.

          Deixe Deus orientar e consolidar seu namoro. Viva integralmente as bênçãos que Deus tem para você através do namoro. E seja feliz.

Fonte: http://www.josuegoncalves.com.br/portal/

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

PERSEGUIÇÃO X LIBERDADE RELIGIOSA

                               
Por Missão Portas Abertas

Duas fontes atuais nos ajudam a definir o que é a perseguição – As Convenções da ONU (Organização das Nações Unidas), e a própria Bíblia Sagrada.
De acordo com o Artigo 18 da Declaração Universal de Direitos Humanos, de 1948: “Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular”.


O Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, de 1966, expandiu esse Artigo:

1. Toda pessoa terá direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião. Esse direito implicará a liberdade de ter ou adotar uma religião ou crença de sua escolha e a liberdade de professar sua religião ou crença, individual ou coletivamente, tanto pública como privadamente, por meio do culto, da celebração de ritos, de práticas e do ensino.

2. Ninguém poderá ser submetido a medidas coercitivas que possam restringir sua liberdade de ter ou de adotar uma religião ou crença de sua escolha.

3. A liberdade de manifestar a própria religião ou crença estará sujeita apenas às limitações previstas em lei e que se façam necessárias para proteger a segurança, a ordem, a saúde ou a moral públicas ou os direitos e as liberdades das demais pessoas.

4. Os estados-partes no presente Pacto comprometem-se a respeitar a liberdade dos pais - e, quando for o caso, dos tutores legais - de assegurar aos filhos a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.

Pode-se dizer então, que o individuo é perseguido se for privado de qualquer dos elementos fundamentais da liberdade religiosa.
Segundo o fundador da Portas Abertas, Irmão André, “perseguição não se refere a casos individuais, mas sim, quando um sistema, político ou religioso, tira a liberdade de um cristão ou o acesso à Bíblia, restringe ou proíbe o evangelismo de jovens e crianças, atividades da igreja e de missões.
Para o Irmão André, não é legítimo usar o termo perseguição para descrever uma tragédia individual que ocorre numa sociedade que concede liberdade religiosa. É um termo que deve ser reservado para comunidades inteiras que enfrentam campanhas organizadas de repressão e discriminação, como ocorreu no estado de Orissa, na Índia, em 2008.

Perseguição segundo a Bíblia

Além do apóstolo Paulo, os cristãos do Novo Testamento enfrentaram cinco fontes de perseguição: 

Governantes (Atos 12.2)
Sacerdotes (Mateus 26.3,4; Atos 2.36; João 18.31; Atos 7.54-59)
Mercadores (Atos 16 e 19)
Agitadores (Atos 17)
Família (Mateus 10.35,36)

Enfim, a Bíblia afirma: “De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Timóteo 3.12).
Para grande parte dos cidadãos do mundo ocidental, cristãos ou não, o tema “perseguição religiosa” pode soar estranho. Uma das explicações talvez seja o fato de que a maioria dos países deste lado do globo vive em plena democracia e por isso, em geral, as pessoas estão acostumadas a ter seus direitos garantidos por lei. No entanto, essa ideia de que a liberdade e o acesso a direitos fundamentais estão consolidados para a maior parte da população mundial neste século 21 tem se mostrado uma ilusão.
Os países que apresentam elevados índices de restrições à religião não são maioria – 64, no total –, porém abrigam a maior parte da população mundial.
Países como China, Índia, Irã, Iraque, Afeganistão, entre outros, costumam ocupar as manchetes por diferentes motivos, mas raramente são vinculados pela mídia secular à perseguição, muitas vezes implacável, que impõem aos adeptos da fé cristã. Admitir e conhecer a realidade da perseguição é o primeiro passo para que a Igreja se posicione ao lado daqueles membros do Corpo que sofrem por seguir a Cristo e para que passe a agir em favor deles.
Se quiser saber mais detalhes sobre a perseguição nos dias de hoje, leia o livro A fé que persevera – Guia essencial sobre a perseguição à Igreja, de Ronald Boyd-MacMillan, publicado pela Portas Abertas.
No livro, Ronald Boyd-MacMillan afirma: “[Há] dois elementos centrais que nos levam além do Artigo 18. Primeiro, nas palavras de um pregador palestino ‘Isso não diz respeito a nós’. A perseguição diz respeito a Cristo, e a trindade do mal (carne, mundo e diabo) está tentando chegar até Cristo por meio de nós. Não somos nós, estritamente falando, o objeto da perseguição. Nós somos as vítimas dela. Segundo, a perseguição é universal. Essa trindade do mal está perseguindo Cristo, o nosso novo Senhor, estejamos definhando num campo de trabalhos forçados ou deitados no convés de um iate. Bastante simples: se levamos conosco a nossa nova identidade de Cristo, seremos perseguidos”.

Fonte: http://www.portasabertas.org.br/cristaosperseguidos/perseguicaoXliberdade/

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

NÃO ESTOU SALVO!


 Por Charles Haddon Spurgeon 

“Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos” (Jeremias 8:20) 

       NÃO ESTOU SALVO! Caro leitor, esta é a sua triste condição? Mesmo sendo avisado do julgamento por  vir e exortado a buscar a salvação, ainda assim, até agora você não está salvo? Você sabe qual é o caminho da salvação; tem lido sobre isso na Bíblia; ouve pregações a respeito e amigos lhe explicam o assunto. 
     Porém, apesar de tudo, você despreza e, portanto, não está salvo. Não haverá desculpas para você, quando o Senhor julgar os vivos e os mortos. O Espírito Santo tem abençoado, com maior ou menor intensidade, a Palavra que lhe é pregada; tem trazido, da presença divina, momentos de refrigério. Mesmo assim, você se encontra sem Cristo. Assim como as estações, essas oportunidades de esperança lhe chegaram e se foram - seu verão e sua colheita já passaram - e você ainda não está salvo. Os anos se sucedem em direção à eternidade; logo chegará o último ano de sua vida. Sua juventude logo passará; sua varonilidade estará se escoando, e você ainda não está salvo. 
       Pergunto-lhe: Você será salvo ainda? Há qualquer possibilidade disso? Mesmo as ocasiões mais propícias não lhe levaram a salvação. Seria o caso de outras oportunidades alterarem a sua condição? Vários meios já falharam com você; até mesmo o melhor dos métodos, usado com perseverança e com a maior afeição. O que mais poderá ser feito por você? A aflição e a prosperidade não mais lhe impressionam; lágrimas, orações e sermões se perderam em seu coração vazio. Não se esgotaram as probabilidades de você um dia ser salvo? Não é mais que provável que você permanecerá como está, até que a morte feche para sempre as portas da salvação? Você poderá rejeitar esta suposição; entretanto, ela é racional, pois quem não se lava em águas abundantes, quando as encontra, muito provavelmente permanecerá imundo até o fim. Se o tempo apropriado não chegou, por que haveria de chegar?
      É natural temer que ele nunca chegará e que, à semelhança de Félix (At 24.24-27), você nunca encontre ocasião apropriada, até que esteja no inferno. Oh! Considere o que é o inferno e a terrível possibilidade de ser em breve lançado nele! Leitor, caso você morra sem ser salvo, não haverá palavras para descrever a sua perdição. Você deveria lamentar-se profundamente pela triste estado, falar a respeito dele com gemidos e ranger de dentes. Você será punido com a destruição eterna, banido da glória do Senhor e da glória do seu poder. Esta voz amiga deseja alertá-lo e conduzi-lo à uma vida de seriedade. Oh! Seja sábio a tempo e, antes que passe a oportunidade, creia em Jesus, que é capaz de salvá-lo completamente. Utilize o tempo presente para refletir. Se, em humilde fé em Cristo, houver arrependimento em sua vida, isto será o melhor a lhe acontecer. Não permita que este ano passe e você continue sem perdão; nem que o repicar dos sinos do ano novo o encontrem sem o gozo verdadeiro. Creia em Jesus e viva - agora, agora, agora.

“Livra-te, salva a tua vida; não olhes para trás, nem pares em toda a campina; foge para o monte, para que não pereças” (Gn. 19:17)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O QUE É O HALLOWEEN?

  Por John Ankerberg e John Weldon  
  
           No dia 31 de outubro muitas pessoas irão participar de festas de "Halloween", popularmente chamado de "Dia das Bruxas" no Brasil. Mas essa festa aparentemente inocente tem estreita ligação com práticas ocultistas, mesmo que muitos não percebam isso.
          Sua origem data de tempos antigos, quando os druidas (magos de origem celta) realizavam cerimônias de adoração ao "deus da morte" ou ao"senhor da morte" em 31 de outubro. Isso acontecia na cerimônia "Samhain" durante o festival de inverno, na qual eram oferecidos sacrifícios humanos. Essa prática ancestral foi sofrendo alterações com o passar do tempo. A Igreja Católica posteriormente tentou cristianizar o "Samhain ", declarando o1º de novembro como o Dia de Todos os Santos e o 2 de novembro com o Dia de Finados, sendo que em ambas as datas os mortos eram lembrados.
         Nos Estados Unidos essa festa é muito comum e tem forte apelo comercial, sendo também tema de vários filmes de horror. A imagem de crianças vestidas com fantasias "engraçadinhas" de bruxas, fantasmas e duendes, pedindo por doces e dizendo "gostosuras ou travessuras". Há algum tempo, o Brasil tem se deixado influenciar por muitos aspectos que não fazem parte de sua cultura e tem celebrado essa festa em escolas, clubes e até em shopping centers.
       Diante dessa realidade, devemos nos questionar: Halloween está relacionado às práticas ocultistas modernas?
           Mesmo que hoje em dia Halloween seja comemorado de uma maneira inocente por muitos jovens, ele é levado a sério pela maioria das bruxas, membros do movimento neo-pagão e ocultistas em geral. Antes de continuarmos, devemos destacar que a associação histórica e contemporânea do Halloween com o ocultismo causaram uma espécie de "efeito híbrido" na maior parte da sociedade, de modo que a comemoração do Halloween não é, necessariamente, uma prática totalmente inocente. Ao ler vários relatos sobre o Halloween, pode-se ficar impressionado com o grande número de práticas de superstições e de adivinhação envolvidas com ele. Algumas das superstições e todas as práticas estão relacionadas com o ocultismo.
           É preocupante o quanto as superstições podem controlar ou dirigir a vida de uma pessoa de maneiras terríveis. Mais ainda, as verdadeiras práticas de adivinhação sempre trazem conseqüências. Na verdade, desde as décadas finais do século dezenove, o Halloween tem sido lembrado como um período "para se usar amuletos, lançar maldições e se fazer adivinhações"[1]. Como já dissemos, isso está relacionado aos antigos druidas, pois o "Samhain" marcava o início de ano novo, o que resultou num interesse em adivinhações e previsões sobre o que o próximo ano traria.         
         
        A origem do Halloween data de tempos antigos, quando os druidas (magos de origem celta) realizavam cerimônias de adoração ao "deus da morte" ou ao"senhor da morte" em 31 de outubro.
        No Halloween se cria (e ainda á assim em certos lugares) que seguir um ritual em particular pode fazer com que a imagem do seu futuro cônjuge apareça atrás de você: "Muitas crenças surgiram sobre como invocar a imagem do futuro esposo ou esposa de alguém. As garotas criam que caso alguém ficasse diante do espelho, comendo uma maçã, à meia-noite, a imagem de seu futuro esposo apareceria de repente diante dela. Se nenhuma imagem aparecesse, isso significava que a garota ficaria solteirona".[2] 
             No sul dos Estados Unidos há um costume baseado na crença dos druidas de que o desespero de uma vítima de sacrifício humano podia revelar previsões para o futuro. "Punha-se fogo numa tigela com álcool, e atirava-se no fogo ‘oferendas’ tais como figos, cascas de laranja, passas, castanhas e tâmaras envoltas em papel alumínio. A garota que tirasse a melhor das oferendas do meio do fogo iria conhecer seu futuro esposo dentro de um ano".[3]
          A preocupação com tais atividades pode ser vista na seguinte declaração do Livro Americano dos Dias (American Book of Days): "Vários meios de adivinhação do futuro eram usados no Halloween e os resultados eram aceitos com toda seriedade"[4]. Em outras palavras, quando estamos lidando com tentativas sérias de adivinhar o futuro – seja em relação ao futuro em geral, ao futuro cônjuge, ou sobre a vida e a morte - as conseqüências na vida das pessoas podem ser muito maiores do que simples brincadeiras.
         Hoje em dia outras práticas ocultistas estão presentes no Halloween. Em New Orleans o "Museu do Vodu apresenta normalmente um ritual de Halloween no qual as pessoas podem ver rituais de vodu reais"[5]. Na cidade de Salem, estado de Massachusetts, um festival de Halloween acontece de 13 a 31 de outubro incluindo uma mostra de parapsicologia.[6]
        Na bruxaria moderna o Halloween também é considerado uma noite especial. Um livro conhecido sobre o movimento neo-pagão relata o seguinte sobre esses dias importantes de celebração da bruxaria: "As grandes cerimônias de sabbat são: o ‘Samhain’ (Halloween), o Ano-Novo celta (nesses dias acredita-se que os portais entre os mundos estão enfraquecidos, e então ocorrem contatos com os ancestrais), ‘Oimelc’ (1º de fevereiro, festival da purificação de inverno)... ‘Beltane’ (1º de maio, o grande festival da fertilidade)... diferentes linhas da bruxaria... tratam esses festivais de maneiras diversas. Mas quase todas as linhas celebram pelo menos o ‘Semhain’ e o ‘Beltane’"[7]. Algumas bruxas tiram o dia de folga de seu trabalho para comemorarem essa data especial para elas, enquanto outras chegaram a tentar o fechamento das escolas para a comemoração desse grande sabbat.

        Muitos grupos satânicos também consideram o Halloween uma noite especial, em parte porque ele "tornou-se o único dia do ano em que se acredita que o diabo possa ser invocado para revelar os futuros casamentos, problemas de saúde, morte, colheitas e o que acontecerá no próximo ano"[8]. Na verdade a bruxaria e o satanismo têm certas semelhanças[9]. Mesmo que sejam coisas distintas, e mesmo que se dê legitimidade às declarações do movimento neo-pagão que desdenha o satanismo, devemos lembrar o claro ensino bíblico de que o diabo é a fonte de poder por trás da bruxaria e de todas as formas de ocultismo[10]. A ex-bruxa Doreen Irvine declara: "a bruxaria negra não está distante do satanismo... Praticantes da bruxaria negra têm um grande poder e não devem ser subestimados... Eles podem até exumar covas recentes e oferecer os corpos em sacrifício à Satanás".[11]
          Na bruxaria moderna o Halloween também é considerado uma noite especial.
         Além disso tudo, o costume de pedir balas e doces fantasiados de bruxas, vampiros, fantasmas, etc., que é comum nessa festa, está relacionado com os espíritos dos mortos na tradição pagã e até católica. Por exemplo, para os antigos druidas "os espíritos que se acreditava andarem de casa em casa eram recepcionados com uma mesa farta para um banquete. No final da refeição, os habitantes da cidade fantasiados e com máscaras representando as almas dos mortos iam em procissão até os limites da cidade para guiar os fantasmas para fora".[12] As máscaras e fantasias usadas no Halloween podem ser relacionadas também com a tentativa de certas pessoas de se esconderem para não serem vistas participando de cerimônias pagãs ou ,como no xamanismo e em outras formas de animismo, mudar a identidade de quem as usa para que possa se comunicar com o mundo espiritual. As fantasias podem ser usadas também para afugentar espíritos maus.

           Depois de fazermos essas considerações sobre o assunto, tendo em vista que o Halloween está associado a práticas de bruxaria e ocultismo, devemos analisar qual deve ser nossa atitude em relação a essa festa, que mesmo sendo vista secularmente como um passatempo tem implicações sérias.
          Devemos nos perguntar: Que princípios bíblicos devem ser usados para discernir esse assunto?
           As Escrituras nos dizem que o homem espiritual julga todas as coisas e que no futuro irá também julgar os anjos. Então somos competentes o suficiente para julgar assuntos triviais agora (1 Coríntios 2,15; 6.3). Se julgarmos todas as coisas e retermos o que é bom, abstendo-nos de toda forma de mal, estaremos cumprindo com nossa obrigação (1 Tessalonicenses 5.21,22). Então vamos examinar esse assunto para chegarmos a uma posição bíblica sobre o Halloween.
      Se na celebração de Halloween existem atividades envolvendo práticas genuinamente ocultistas, as Escrituras são claras em afirmar que devem ser evitadas. Tanto o Antigo como o Novo Testamento fazem referência às práticas de bruxaria, encantamentos, espiritismo, contatos com os mortos, adivinhações e assim por diante – e todas essas coisas estão potencialmente ligadas ao Halloween.
    "Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus" (Levítico 19.31).
      "Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; ... Porque estas nações que hás de possuir ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR, teu Deus, não permitiu tal coisa" (Deuteronômio 18.10,11,14) .
       Se na celebração de Halloween existem atividades envolvendo práticas genuinamente ocultistas, as Escrituras são claras em afirmar que devem ser evitadas.
       "[Rei Manassés de Judá] queimou seus filhos como oferta no vale do filho de Hinom, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro, praticava feitiçarias, tratava com necromantes e feiticeiros e prosseguiu em fazer o que era mau perante o SENHOR, para o provocar à ira" (2 Crônicas 33.6).
       Em nenhum lugar na Bíblia vemos essas coisas como sendo aceitáveis diante de Deus. À luz desses versículos, ninguém pode argumentar logicamente que a Bíblia apóia tais práticas. 

Notas

1.Becky Stevens Cordello, Celebrations (Butterick Publishing, 1977) p.112.
2.Joseph Gaer, Holidays Around the World (Boston: Little Brown & Co, 1955) pp. 155-156. 
3.George William Douglas, The American Book of Days p.543
4.Douglas p.539
5.Sue Ellen Thompson and Barbara W. Carlson, Holidays, Festivals and celebrations of the World Dictionary (Detroit, MI: Omnigraphics Inc, 1994) p.132
6.Jennifer DeCoursey "Monster Events for Marketers" Advertising Age, Oct, 16, 1995, pp.1,40., p.41
7.Margot Adler, Drawing Down the Moon: Witches, Druids, Goddess-worshipers and other Pagans in America Today (New York: The Viking Press, 1979) P.108.
8.Father Andy Costello, "Sin is a Boomerang" U.S. Catholic, Nov 1992, p.38
9.A ênfase é divergente, das bruxas na natureza e do satanismo em Satanás, existem também certas diferenças nos rituais, etc. Essas divergências não podem ofuscar as semelhanças quanto ao poder, desenvolvimento parapsicológico, visão anti-cristã do mundo, uso de espíritos, uso do mal, e assim por diante. 
10.Qualquer estudo bíblico sério sobre demonologia revelará que Satanás é o poder por trás das falsas religiões, da bruxaria, da idolatria e do ocultismo.
11.Doreen Irvine, Freed from Witchcraft (Nashville: Thomas Nelson, 1973) pp. 94-95. 
12.Robert J. Myers Celebrations: The Complete Book of American Holidays (Garden city, new York: Doubleday & Co. 1972, p.259 

Fonte: http://www.chamada.com.br/mensagens/halloween.html

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

OS FRUTOS DA ESPERA

Por: Francimar Araujo

      A Palavra de Deus nos diz que "Tudo tem seu tempo determinado". O tempo coloca em cada um de nós limites. Nos tornamos reféns desse que parece ser, na maioria das vezes, um inimigo cruel. O tempo não pára e não podemos voltar no tempo. A visão do tempo também é muito subjetiva, pois os momentos de alegria parecem voar, enquanto os instantes de adversidade tornam-se infinitos. Um minuto tem apenas sessenta segundos, mas para quem chegou atrasado e perdeu um importante compromisso, como por exemplo, um concurso para o qual dedicou muito tempo e esforço com o intuito de ser aprovado, essa explicação não trará consolo e esse minuto valerá bem mais do que isso. Quanto mais organizamos nossa agenda, parece que estamos sempre perdendo esta luta contra o relógio. A pontualidade tornou-se uma qualidade quase escassa em nossos dias. Ninguém escapa da ação cronológica. O vigor, a juventude e a beleza são punidas pelo tempo de forma implacável. 

     Apesar de todas essas ações negativas, sabemos que o tempo é responsável por trazer grandes benefícios. O    tempo pode gerar sabedoria bem como trazer experiência. Grandes progressos podem ser adquiridos com o decorrer do tempo. O tempo contribui de maneira decisiva para o progresso e desenvolvimento das civilizações.

     Pelas declarações da Bíblia a respeito de Deus podemos afirmar que Ele é Senhor do Tempo. O Eterno utiliza o tempo como um meio para alcançar seus propósitos. As Sagradas Escrituras conferem a Deus o título de "Pai da Eternidade". O salmista declara: "...de eternidade a eternidade Tu és Deus". O tempo não exerce nenhuma influência sobre Deus. As alianças não são esquecidas, o amor não é apagado, as misericórdias não ficam envelhecidas. Que conforto incomensurável saber que o tempo não pode mudar o Deus Eterno.

     Há três palavras usadas no grego que se referem ao tempo e são empregadas ao longo de todo o Novo Testamento. Chronos é a mais conhecida de onde provêm as palavras cronômetro, cronograma, cronologia, etc. Seu significado é o tempo em sua duração, ou seja, um espaço que pode ser medido. Um dia, um ano, uma década, um segundo. Chronos é a duração de um tempo. A segunda palavra é Kairos, que diz respeito a qualidade de tempo. Muitos pensam erroneamente que Chronos é o tempo humano enquanto Kairos é o tempo divino, mas na Bíblia nós vemos que Deus usa tanto um como o outro para realizar seus propósitos. Kairos traz a ideia de como o chronos é vivido. Por exemplo: Quando usamos a expressão "tempo de angústia", este tempo adjetivado é o Kairos. Portanto Kairos não diz respeito a quantidade, mas qualidade. Quando digo que: "Os últimos dez anos foram tempos de conquista", estou utilizando o Chronos e o Kairos. Na passagem de Atos 1.7 Jesus diz que "o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder", tanto os "tempos" (chronos), que fala acerca da duração, quanto as "estações" (kairos), épocas marcadas por alguns acontecimentos. E por fim o terceiro vocábulo é Aiõnos que transmite principalmente a ideia de um tempo que não pode ser medido. A eternidade. É usado principalmente em relação a Deus e seus atributos. Deus é Eterno, Sua Glória, Seu Poder e todos os seus atributos são infinitos.

     Deus faz com que o tempo exerça uma influência positiva na vida dos seus filhos. Na caminhada cristã as conquistas acontecem gradativamente. As promessas divinas necessitam de um período de espera para se realizarem. Enquanto aguardamos, coisas extraordinárias são operadas por Deus em nossas vidas.

     No livro do Profeta Isaías 40.31 vemos que o tempo produz benefícios grandiosos na vida dos filhos de Deus. A palavra chave deste versículo é Espera. Não devemos aguardar o agir divino de qualquer maneira, mas com uma confiança no Deus que está trabalhando em favor dos que esperam nEle. Enquanto esperamos em Deus, o Seu Espírito produz em nós frutos preciosos.

     Vou destacar três frutos que de acordo com o profeta messiânico a espera em Deus produz em nossas vidas:

     I - RENOVAÇÃO: Quando estamos travando batalhas o desgaste é natural e na maioria das vezes abandonamos ou somos derrotados porque ficamos exaustos e as nossas forças foram dissipadas. Deus conhece as nossas limitações e sabe que necessitamos de renovação para podermos suportar as lutas que enfrentamos em nossa jornada. Se quisermos ser bem sucedidos devemos depender do renovo do Senhor que vem como um oásis quando estamos quase sucumbindo no deserto. A Palavra de Deus nos garante que quando esperamos pelo auxílio do Senhor não iremos perecer, mas teremos as nossas forças renovadas para que possamos permanecer firmes até que Deus venha e realize a sua salvação.

     II - AGIR SOBRENATURALMENTE: O texto diz que os que esperam "subirão com asas, como águias". Sabemos que os homens não voam, pois isso não nos é natural. Esta figura de linguagem atribui ao ser humano uma realização que não lhe compete, isso significa que o fato de esperarmos no Senhor nos trará condições de triunfarmos e realizarmos coisas sobrenaturais. A Bíblia diz que enquanto a igreja aguarda a Vinda de Cristo em santidade e realizando a sua vontade, o Espírito Santo a capacita para fazer obras grandiosas vencendo a Carne, o Mundo e o Diabo.

     III - PERSEVERANÇA: O profeta fala de caminhadas e corridas, ações comuns na vida do homem. O diferencial está no fato de não haver cansaço. Na vida cristã até as coisas mais simples, simbolizadas por caminhar e correr, podem se tornar um impedimento para alcançarmos as bênçãos do Senhor. A perseverança do cristão fará com que o mesmo permaneça firme em meio as tribulações. O cansaço não vencerá aqueles que esperam em Deus e aguardam o cumprimento de suas promessas. Há pessoas que se casam na caminhada, outras na corrida. Quem não se cansar na caminhada vai acabar cansando-se na corrida, pois as adversidades e provações aumentam quando procuramos fazer cada vez mais a vontade do Senhor. Porque eles se cansaram? Eles dependeram das suas próprias forças. Os que esperam no Senhor, quer andem, quer corram jamais se cansarão. Nunca serão derrotados pois a graça de Deus os capacitará a perseverarem e a alcançarem a vitória.

     Esperar em Deus produz frutos essenciais para o êxito do cristão. O Espírito de Deus renovará, capacitará com Poder e dará Graça àqueles que esperam nEle para que possam perseverar até receberem o cumprimento das ricas e infalíveis promessas do Senhor.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

QUEM MATOU JESUS?

Por Francimar Araujo

           Mais de vinte séculos se passaram desde a morte de um homem que nasceu na aldeia de Belém de Judá em Israel. Cresceu numa cidade chamada Nazaré e foi brutalmente assassinado aos 33 anos de idade. Não falei seu nome, mas tenho a certeza que você já sabe de quem estou falando. O maior personagem que já existiu, o ser humano de maior influência na história da humanidade. Seu nome? Jesus Cristo. Foi crucificado por ordem do Procurador Romano Pôncio Pilatos para agradar seus súditos, pois já havia sido comprovado que o réu não tinha cometido nenhum crime digno de morte. 
            Os judeus vêm colhendo ao longo das gerações muitas hostilidades e perseguições por causa de sua atitude ao exigirem a condenação de um inocente. Os romanos tiveram a sua justiça, que sempre foi um referencial, questionada e manchada para sempre depois que deram a sentença de morte a um homem inculpável. Jesus afirmava ser o messias, o comissionado, que libertaria o seu povo dos seus pecados e opressores, cumprindo as profecias bíblicas. Não apenas isso, Ele afirmava ser o próprio Deus habitando no meio do seu povo.  Não obstante se cumprirem na vida de Jesus quase 50 profecias do Antigo Testamento referentes ao seu nascimento, vida, sofrimento e morte, o seu povo o rejeitou. A sua vida de perfeição e os muitos milagres que realizou não foram suficientes para que a sua gente reconhecesse que Ele era verdadeiramente o Filho de Deus. 
            Quem matou Jesus? Os judeus, pois clamaram por sua morte? Ou seriam os romanos, que tinham o poder para executar a sentença? De certa forma, os dois povos estavam envolvidos neste acontecimento que foi o maior ato de injustiça da história. Todos os que conhecem a narrativa se comovem e muitos choram com as cenas que são reproduzidas cinematograficamente, mas a maioria desconhece a sua responsabilidade neste episódio.  Os judeus representam o povo de Deus. Os romanos representam os gentios, ou seja, as demais nações. Eles foram diretamente responsáveis pela morte do Filho de Deus e eles representam todos os homens. A Bíblia afirma que nós somos os culpados por Sua morte. As Sagradas Escrituras também atestam que Ele morreu para nos dar Salvação. Vejamos as profecias de Isaías: "Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados." Is 53.5. A morte Jesus não foi apenas um assassinato, mas acima de tudo um sacrifício. Ele deu a sua vida em favor da humanidade. Jesus disse: "Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas." Jo 10.11. O Senhor Jesus tinha poder para livrar a sua vida da morte, mas sabia que tudo que lhe aconteceria estava dentro dos planos de Deus para a redenção de todos os povos. Jesus disse a Pilatos: "Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado..." Jo 10.11a. 
            O propósito de Deus é, por meio do Seu Cristo, salvar todos os homens. Todos somos pecadores e segundo a Lei divina merecemos a morte eterna. O pecado impede o homem de se relacionar com Deus, mas Jesus ao morrer na cruz levou sobre si os nossos pecados. Quando aceitamos o Seu sacrifício somos aceitos diante de Deus. Não são os nossos méritos, mas os de Jesus. A dura verdade é matamos o Filho de Deus, pois somos pecadores. A boa notícia é que Deus fez da morte do Seu Filho Amado o único e perfeito meio para alcançarmos a salvação. A Bíblia diz: "Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida." I Jo 5.12.